domingo, 24 de junho de 2012

A Beleza do Luar

Na escuridão da noite
Apenas uma luz se destaca
A única que a escuridão, ilumina
Aquela que poucos, a admira.

Quem dera ser um licantropo controlável
Para diante dela, uivos de veneração, soltar
Em forma de besta, um admirador...
Um admirador da luz do luar.

Seja entre as nuvens,
Ou na companhia das estrelas
Sempre há uma beleza a admirar.
A beleza esta, de que tanto adoro...
A beleza do luar.

Espelho da Vida


A face com que me mostro agora
Não é a mesma de outrora
O fútil de ontem, agora morto
Que deu lugar a um “eu” modificado.

Quando mais novo, tendo o mesmo caráter
Personalidade, era o que tinha de ausente
O tempo o deixando mais velho,
Muitas coisas nunca mudaram

Outras, de mim fizeram, melhorado...
E que agora estão presentes
Alguém que em todos os sentidos, fraco,
Hoje, pelo seu passado, fortalecido.

E dos socos e chutes que levou no passado
Aprendeu a apreciar tudo que realmente...
Há de ser valorizado.

sábado, 16 de junho de 2012

Visita a Porto Alegre (Visão de um Bageense)


Ao chegar La, foi um choque para alguém que nunca foi em uma metrópole. De cara, da para ver a imensidão do rio que banha a cidade, logo após a cidade, dali eu tive uma verdadeira concepção da expressão “Floresta de Concreto e Aço”, antes de entrar na cidade já era de impressionar, a estrada que levava a cidade, já impressionava, mas não pelo trânsito de cidade grande, mas pelo fundo que de um lado a imensidão dos prédios e dos avanços da tecnologia, e de outro a imensidão do Rio Guaíba, como duas realidades no mesmo espaço, chega a ser uma ironia.
 
                Em relação à cidade em si, eu a defini como “ Uma Bagé, crescida”, os prédios históricos, as praças e suas árvores, o número de carros e a multidão, tudo recém citado, que lá são colossais.
Ao chegar à praça, algo que para mim era de encantar, o canto dos pássaros, que do meio das gigantescas arvores saiam, competindo  com a sonoridade de uma capital.

A beleza dos prédios históricos também, são realmente lindos, e o contraste  do comércio formal ante ao comércio informal, uma coisa que ao dobrar cada esquina se encontrava, “A Diversidade Capitalista”.
E no gasômetro, a “gigante aquática” que por mim vista de perto, o Rio Guaíba, e o brilho do sol (mesmo não gostando deste) que quando refletida na água, e que ali se mostrava uma paisagem impressionante.

Como dito pela Professora Aline (Biologia), as árvores eram gigantescas por serem mais antigas, e o rio que a cidade, banhava, não passava de uma ironia, ao mesmo tempo lindo, estava poluído pela ação de uma metrópole, que esta em crescimento descontrolado.
Quando estava aqui fazendo este texto, surgiram em minha cabeça as seguintes interrogações:
Será que Bagé ficaria assim em algum futuro?
Será que não poderemos ver os nossos céus daqui algum tempo?
E mais importante, será que vale a pena acabar com o ar que respiramos, e com as águas do qual precisamos para matar nossa sede, para nos tornarmos uma grande metrópole econômica?
Será que vale acabar com o pouco que temos, para sermos chamados ou caracterizados como “Uma Cidade Desenvolvida”?

Talvez eu não esteja aqui quando as respostas das minhas perguntas forem concretizadas, mas já tirei minha conclusão, não troco tudo que uma grande metrópole tem a oferecer, por minha pequena e tranqüila Bagé, onde posso apreciar uma noite, com uma linda Lua entre as nuvens e as estrelas, do que apenas construções de concreto e aço.
Acho que não gostaria de ver Bagé pagar este preço.