Ao chegar La, foi um choque para alguém que nunca foi em uma
metrópole. De cara, da para ver a imensidão do rio que banha a cidade, logo
após a cidade, dali eu tive uma verdadeira concepção da expressão “Floresta de
Concreto e Aço”, antes de entrar na cidade já era de impressionar, a estrada
que levava a cidade, já impressionava, mas não pelo trânsito de cidade grande,
mas pelo fundo que de um lado a imensidão dos prédios e dos avanços da tecnologia,
e de outro a imensidão do Rio Guaíba, como duas realidades no mesmo espaço,
chega a ser uma ironia.
Em
relação à cidade em si, eu a defini como “ Uma Bagé, crescida”, os prédios
históricos, as praças e suas árvores, o número de carros e a multidão, tudo
recém citado, que lá são colossais.
Ao chegar à praça, algo que para
mim era de encantar, o canto dos pássaros, que do meio das gigantescas arvores
saiam, competindo com a sonoridade de
uma capital.
A beleza dos prédios históricos
também, são realmente lindos, e o contraste
do comércio formal ante ao comércio informal, uma coisa que ao dobrar
cada esquina se encontrava, “A Diversidade Capitalista”.
E no gasômetro, a “gigante
aquática” que por mim vista de perto, o Rio Guaíba, e o brilho do sol (mesmo
não gostando deste) que quando refletida na água, e que ali se mostrava uma
paisagem impressionante.
Como dito pela Professora Aline
(Biologia), as árvores eram gigantescas por serem mais antigas, e o rio que a
cidade, banhava, não passava de uma ironia, ao mesmo tempo lindo, estava
poluído pela ação de uma metrópole, que esta em crescimento descontrolado.
Quando estava aqui fazendo este
texto, surgiram em minha cabeça as seguintes interrogações:
Será que Bagé ficaria assim em
algum futuro?
Será que não poderemos ver os
nossos céus daqui algum tempo?
E mais importante, será que vale
a pena acabar com o ar que respiramos, e com as águas do qual precisamos para
matar nossa sede, para nos tornarmos uma grande metrópole econômica?
Será que vale acabar com o pouco
que temos, para sermos chamados ou caracterizados como “Uma Cidade
Desenvolvida”?
Talvez eu não esteja aqui quando
as respostas das minhas perguntas forem concretizadas, mas já tirei minha
conclusão, não troco tudo que uma grande metrópole tem a oferecer, por minha
pequena e tranqüila Bagé, onde posso apreciar uma noite, com uma linda Lua
entre as nuvens e as estrelas, do que apenas construções de concreto e aço.
Acho que não gostaria de ver Bagé
pagar este preço.