quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Exílio Eterno


Quem dera ter resgatado
O que de mim sobrou
De ilusões, fracassado
De um passado, melhorado
Mas que em minha “vida”
Ninguém o optou

Frio e obscuro
Em minha forma
Novamente a resgatando,
A forma em uma carcaça morta
Em meio ao mundo dos vivos... vagando.

Se há uma certa tristeza
Na expressão de meu rosto cravada?
De origem desconhecida pelos outros
Mas que em meu dia-a-dia, torna-se presente
E que pouco a pouco... comigo acaba.

Quem dera pela morte ser beijado
Parar este coração que por decepções
Já a muito fora arrancado
Que não aguenta
Nem por mais um dia, que seja
A dor de nunca ter sido amado.
Não aguento mais dias
“Viver” assim, como um renegado
Aquele que um dia que seja
Não pode ser feliz
E que a morte leva de uma carcaça
Um espírito de tristeza regado!

domingo, 24 de junho de 2012

A Beleza do Luar

Na escuridão da noite
Apenas uma luz se destaca
A única que a escuridão, ilumina
Aquela que poucos, a admira.

Quem dera ser um licantropo controlável
Para diante dela, uivos de veneração, soltar
Em forma de besta, um admirador...
Um admirador da luz do luar.

Seja entre as nuvens,
Ou na companhia das estrelas
Sempre há uma beleza a admirar.
A beleza esta, de que tanto adoro...
A beleza do luar.

Espelho da Vida


A face com que me mostro agora
Não é a mesma de outrora
O fútil de ontem, agora morto
Que deu lugar a um “eu” modificado.

Quando mais novo, tendo o mesmo caráter
Personalidade, era o que tinha de ausente
O tempo o deixando mais velho,
Muitas coisas nunca mudaram

Outras, de mim fizeram, melhorado...
E que agora estão presentes
Alguém que em todos os sentidos, fraco,
Hoje, pelo seu passado, fortalecido.

E dos socos e chutes que levou no passado
Aprendeu a apreciar tudo que realmente...
Há de ser valorizado.