Em sua liberdade
Condenado em uma espécie de solitária
Hoje e pela eternidade
Algo que somente a ele mata
Destruído, por construir...
Uma coisa que nunca existiu
Pode ter sido ilusão?
Ou uma breve paixão que o possuiu?
Não se sabe...
Pois há tristeza, há depressão
Motivados por um ódio
Ódio de existir, e que dali jamais
sairão
Naquela carcaça sem vida
Cresce mais, e mais
O Pensamento... Aquele pensamento...
De que existir, neste mundinho
Sem valores, sem caráter, tanto faz
Pois o sofrimento
Que a muito tempo o domina
O sofrimento de não saber
O que esperar desta injusta e
impiedosa vida
Vivendo em sua eterna escuridão
Sem amor, nem carinho
Sem alguém para iluminar seu caminho
Tendo apenas uma motivação
Vendo como suposta solução
Uma bala em seu crânio
E aí está
O término de sua agônia e depressão.
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