quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Exílio Eterno


Quem dera ter resgatado
O que de mim sobrou
De ilusões, fracassado
De um passado, melhorado
Mas que em minha “vida”
Ninguém o optou

Frio e obscuro
Em minha forma
Novamente a resgatando,
A forma em uma carcaça morta
Em meio ao mundo dos vivos... vagando.

Se há uma certa tristeza
Na expressão de meu rosto cravada?
De origem desconhecida pelos outros
Mas que em meu dia-a-dia, torna-se presente
E que pouco a pouco... comigo acaba.

Quem dera pela morte ser beijado
Parar este coração que por decepções
Já a muito fora arrancado
Que não aguenta
Nem por mais um dia, que seja
A dor de nunca ter sido amado.
Não aguento mais dias
“Viver” assim, como um renegado
Aquele que um dia que seja
Não pode ser feliz
E que a morte leva de uma carcaça
Um espírito de tristeza regado!

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